Antes de mais vou corrigir um pequeno erro. O maridão postou no dia 23 a noticia do nascimento da nossa princesa Lu mas na realidade a Lu já tinha nascido no dia 22 mas, como ele chegou muito tarde a casa nesse dia, só postou no dia seguinte e esqueceu de referir a data.
Então foi assim.
Estava eu a dormir tranquilamente, eram 6 h da manhã de dia 22 (terça-Feira passada) quando senti um liquido quente a sair. Ainda fiquei uns segundos a digerir a sensação porque estava ferradissima a dormir e não percebia mas depois atingiu-me como um raio. Afinal esperava aquele momento há dias. Só que cada vez que me tentava mexer, sentia sair mais. Com muita calma, chamei o marido e disse bem baixinho e devagarinho para não assustar: "amor, acho que me rebentaram as águas". Imediatamente saltou com um ar esbugalhado e perguntou se eu tinha a certeza. Cada vez que me lembro daquele olhar, sinto o meu amor por ele maior e maior. Bem, lá meteu a mão por cima do meu pijama e confirmou que sim, estava tudo molhado. Ajudou-me a levantar e fui para a banheira. Estava super calma e muito feliz porque finalmente havia chegado a hora. Maridão foi acordar os rapazes, um para me levar ao Hospital e outro para ficar com a minha Gabi. Eu no banho, não conseguia sair porque só sentia (e via) aquele liquido a escorrer pelas pernas. Já para não falar no tampão mucoso que saiu à farta junto com o liquido.
Bem, com todos preparados e exames debaixo do braço e muitas idas ao WC por parte do maridão (hehehehehehehe) lá fomos nós rumo às urgências. Antes de sair ainda tive tempo de vir postar e mandar SMS às pessoas mais próximas. Chegados lá, esperei e esperei e esperei. As contracções começaram a apertar ali mesmo e eu a andar de um lado para o outro que era assim que estava bem. Entretanto chamaram-me lá para dentro onde me fizeram o toque. Deu dois dedos de dilatação e nadaaaaaa de sinais grandes para eles. mesmo assim puseram-me a fazer o CTG. Depois de se verem algumas contracções (e eu já estava mesmo aflita cada vez que vinha uma) não consideraram nada de especial. mandaram-me andar um pouco nos corredores e lá fui eu, andar de um lado para o outro com um monte de gente que olhava para mim hehehehehe. Ainda fomos todos tomar o pequeno almoço no bar do hospital ao que eu só bebi uma água. Quando cheguei lá a cima, já me tinha chamado para entrar. Bem, aí fui vista pelo médico que já me deu 3 dedos de dilatação. Colocou o espectro (acho que é assim que se diz) e disse que era muito estranho eu ter perdido água porque não estava a sair água nenhuma e quando a bolsa rompe, devia sair bastante água no exame que ele estava a fazer. Perguntou-me várias vezes se eu tinha a certeza. meu Deus... se aquele monte de liquido que escorreu pelas pernas a baixo a olhos vistos não era água... então nem sei o que era. Ainda bem que maridão viu, porque se não ia achar estar doidinha!. Mandou-me outra vez para o CTG, onde se registam contracções fortes mas um pouco irregulares ainda. Volto para as mãos do médico e de uma médica, novo toque e ecografia para ver a perda de liquido e nada de perda segundo eles. Colocou-me um penso especial para detectar a perda de liquido mas, nem eles sabiam bem como funcionava porque estiveram a ler as instruções à minha frente hehehehehe. Mandaram-me andar mais um pouco. Entretanto apareceu o meu pai que não saiu mais de lá até ver a Lu. Bem, ao fim de um bocado mandam-me voltar e entregar o tal penso que deu negativo para liquido?????? e manda-me para casa e voltar às 13:00 para a consulta marcada. Lá viemos nós os dois com o meu pai. Maridão descansou um pouco, meu pai agarrou-se ao computador e eu andei a ajeitar umas coisas e a andar de um lado para o outro porque, cada vez que vinha uma contracção... ufa...! Estava a lavar a louçinha quando apareceu a minha irmã. Volta tudo para o hospital. Ao fim de uma hora à espera, lá fui chamada. Fiz o CTG, onde se verificaram contracções mais regulares e fortes mas... ninguém achava nada de especial porque ainda não estavam regulares o suficiente. A enfermeira manda-me à médica (desta vez já com o maridão atrás de mim) que me fez um toque em que me disse que ia fazer uma maldade (uiiiiiiii) e já me deu 4 para 5 dedos de dilatação e telefonou para as urgências a dizer que me ia mandar para lá.
Quando lá cheguei, ficou tudo muito surpreso por me ver (???????) A enfermeira fez-me o toque e ficou toda danada com a médica da consulta porque só me dava 2 dedos. Ai quis passar-me com medo de me mandarem para casa de novo. Como é que eu ia saber quando voltar???? chamou o médico que me fez também o toque e me deu 3 dedos. Mandaram-me novamente para o CTG e depois o médico fez novo toque; 3 para 4 dedos. Aleluia! Entretanto mandaram-me vestir aquelas batas lindaaaas do hospital e entregar o tal do saquinho branco com as roupas ao maridão. Aí foi a choradeira com a minha irmã hehehehe. Tirei todos os meus piercings com ajuda do meu marido e rezei para os buracos não fecharem. Levei epidural quaseeeeeeeee que por favor por causa da tattoo nas costas e mandaram entrar o Maridão. Ali as horas foram passando entre contracções bastante dolorosas mas suportáveis (sim, mesmo com epidural que ajudou bastante, ainda tinha dores) entre conversas com o maridão, entre um monte de vira para lá e vira para cá da enfermeira, entre muitos e muitos toques. Tudo ia progredindo, a dilatação ia aumentando. Tudo menos Dona Lu que continuava muito subida, não havia maneira de descer. Até que, estava já eu com a dilatação completa, e na boa (heheheheh) veio a médica que fez um toque, mandou um outro médico estagiário fazê-lo também e pelo que percebi dos termos que usaram, a menina estava mal encaixada e nunca ia descer. Saiu da sala com a ordem de eu me deitar de lado e sempre que viesse uma contracção, fizesse força. Assim fiz, com ajuda do maridão a controlar o CTG, sempre que elas vinhas fazia força. De repente entra tudo (médica, estagiários, enfermeiros, enfim... um monte) mais dois toques, manda buscar o ecografo, confirma o tal diagnóstico, já manda o pai sair da sala, já abre os ferros, e de repente meu Deus... parecia que me estavam a matar, perdi o controlo da situação, ninguém me explicou e só gritavam comigo, faça força, não feche as pernas, não grite, sei lá.... e eu gritava, meu Deus como gritava mas fazia força, só queria a minha menina cá fora. Até que o enfermeiro Bruno veio para o meu lado e começou a dar voz de comando como tínhamos combinado antes de tudo começar. Com muita calma pediu para eu não fechar as pernas, para fazer força, para me concentrar, para não gritar. E eles diziam, olhe a sua menina; eu espreitava e nada; até que... milagre, colocaram ela em cima de mim. Foi a primeira visão que tive dela, as perninhas, o bum bum e o pipi. Que emoção indiscritivel. Sol de pouca dura. Logo ma tiraram e levaram a correr. Não lhe vi o rosto, se tinha ou não cabelo, nada. Mandaram entrar o maridão que esteve ao meu lado enquanto me coziam com a placenta ali plantada mesmo à frente. perguntei-lhe se não lhe fazia impressão e ele disse que não e comentamos que foi ali que a nossa menina viveu durante 9 meses. Depois veio o pânico do passado. É que, no parto da Gabi, o que mais me custou foi ser cozida, porque senti tudo e com muita dor. Parece que me caiu esse pavor em cima com a Lu. A médica anestesiou de novo, fez de tudo mas eu estava cheia de medo, as minhas pernas tremiam descontroladamente e fazia muita força para as fechar. Só ao fim de um bocado de ela ralhar carinhosamente comigo, é que começou e vi que não sentia nada (ufa, que alivio hehehehe) e lá me acalmei um pouco embora não conseguisse controlar a tremedeira da perna. A toda a hora eu e maridão perguntávamos da nossa menina e só nos diziam que estava bem, mas que estavam cheios de trabalho e não a podiam trazer já, já.
Quando a costura acabou, mandaram-me para o corredor e a ele lá para fora. Bem, sei que fui admitida nas urgências eram 15:11, entrei para o bloco de partos por volta das 16:00 e eram 20:34 quando a nossa menina veio ao mundo com 3800kg e foi paixão fulminante até aos dias de hoje. Só nos deixaram ver a menina por volta das 22:00 mas com brinde. puseram-me ao pé da porta depois de a colocar deitada ao meu lado e mandaram entrar a família toda (maridão, meu pai, minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho) hehehehehe. Acho que já estavam fartos de aturar a escandaleira que eles estavam a fazer lá fora por não deixarem ninguém ver a menina, nem o próprio pai.
Bem, por agora chega, já vos macei muito. Um dia faço mais considerações sobre o parto. Só queria deixar a ideia que, para uns doí mais que para outros mas, que vale a pena... vale sim! É um amor maior... um amor maior que tudo !!!!!! Estou muito feliz e nem os pontos nem nada me fazem sentir o contrário.
Obrigada a todas porque acreditem ou não, foram um grande apoio para mim. Desde as 6 da manhã em que me rebentaram as águas até ao período expulsivo, pensava muito e com muita frequência nas mamãs blogueiras e no quanto elas iam ficar felizes por este dia e isso dava-me força..
Beijooooooooooooooooooooooo